O Portal da Cidade acompanhou uma visita técnica na obra de contenção da erosão no Emissário Água da Mina, em Loanda.

A execução atingiu 85% e está na fase final, com foco na conclusão do canal de drenagem principal e na ligação ao sistema de águas pluviais.

Além de conter o avanço da erosão, a obra busca evitar o assoreamento do reservatório da Itaipu Binacional e recuperar uma das maiores áreas degradadas do Paraná.A voçoroca possui cerca de 2,5 quilômetros de extensão, largura média de 150 metros e profundidade de até 30 metros, ocupando uma área próxima de 1 milhão de metros quadrados.

O investimento de R$ 46 milhões é um convênio entre a Itaipu e o Instituto Água e Terra (IAT).

Conforme a Itaipu, em junho começaram as obras do parque linear e das técnicas de bioengenharia voltadas à contenção das encostas da voçoroca, especialmente na área entre o canal dissipador e o início da erosão.

Também teve início o plantio de árvores nativas em cerca de 30 hectares às margens da voçoroca.

A etapa atual é considerada decisiva para a estabilização do terreno e o avanço da recuperação ambiental.“A erosão estava consumindo Loanda, casas já estavam caindo, a areia chegava no reservatório e poderia assorear.

Esse investimento vai garantir a manutenção da usina e resolver um problema que afetava tanto a área urbana quanto a rural.

Além do parque, que será uma área de lazer, a valeta poderá ser explorada pela agricultura”, disse o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri.Em março deste ano, o Portal da Cidade conversou com o fiscal operacional do convênio pela Itaipu Binacional, Ronielton Fernando Rosa e o prazo de execução havia sido prorrogado.

O projeto prevê que a conclusão ocorra em janeiro de 2027.